Fulano de Tal tem uma carreira de TI bem-sucedida. Atualmente, é CEO da Empresa ACME e também palestrante internacional sobre CRM (Customer relationship management) e internet. Tem quatro livros publicados sobre tecnologia de banco de dados e planeja concluir um PhD em ciência da computação. Mas Fulano tem muito orgulho de outra realização recente: ele atingiu o nível de habilidade 2325 no jogo de tênis para Wii.
Não é só uma questão de se exibir para seus dois filhos, ambos com menos de 12 anos, um deles capaz de derrotá-lo facilmente no beisebol ou boxe para Wii.
Pessoas como Fulano, estão determinadas a melhorar a produtividade através da utilização de aplicações de internet rica que podem ser baixadas, redes sociais, ferramentas de colaboração e outras tecnologias Web 2.0. Há ainda a questão de como estas inovações – RSS, blogs, wikis e mashups – irão traduzir-se em lucros corporativos. Pouca gente, porém, tem dúvida de que elas precisam ser exploradas, e não só por TI: “É importante sermos mais orientados para negócio para que não nos tornemos obstáculos à realização do negócio.”
Com todas estas ferramentas de colaboração, o trabalho é dividido em dezenas de partes para que os interessados trabalhem paralelamente um com o outro.
Apesar de tais resultados, poucos defendem a abertura das comportas para uma grande mudança nas áreas de TI e negócio. O mundo da Web 2.0 é mais confuso do que qualquer empresa está acostumada. Tradicionalmente, qualquer informação, antes de ser publicada tanto interna quanto externamente, é verificada duas vezes e está sujeita a um processo de aprovação corporativa.
Com a Web 2.0, qualquer tipo de governança é totalmente irrelevante, ou mesmo destrutivo para a própria finalidade do blog ou wiki. “A última coisa que queremos é colocar governança em torno dela”, diz Fulano. “Cabe aos indivíduos assumirem a responsabilidade.”
Isso permite que os usuários incorporem tecnologias de consumo, mas reduzam problemas de suporte.
“Existe uma linha tênue entre ser considerado um dinossauro e ser considerado um capacitador.”
Fulano de Tal recrutou o filho de 14 anos para ser seu mentor. “Faço muitas perguntas”, conta. Quando ela começou a ouvir falar em blogs e wikis, por exemplo, pediu ao filho para explicar o que significavam. “Meus olhos reviraram e foi então que descobri que eu era um dinossauro.”
Mas, através da interação com seu jovem mentor, Fulano continuará evoluindo. Você pode conseguir algo semelhante contratando pessoas que o façam ir além dos seus próprios processos de pensamento. Um novo contratado na Empresa ACME sempre força os limites do que TI estava fazendo, diz Fulano. “O diretor o chama e pergunta o que ele acha. E ele nos leva mais longe do que iríamos sozinhos.”
Espero que todo o conteúdo publicado neste blog o ajude a ir mais longe, assim como a iniciativa da Delage através do Portal de Colaboração do Ecossistema Delage RX também seja capaz de mostrá-lo o quanto este tipo de iniciativa pode trazer resultados fantásticos.